Cuidar de Você 08 de Junho de 2018

TDAH em adultos existe? Entenda agora o transtorno


A cabeça não quer descansar um só segundo; a insônia te visita todas as noites; sua mente é um caos e a cada dia fica mais difícil lidar com ela. Essas são só algumas das situações típicas do TDAH em adultos. Fique conosco para descobrir um pouco mais sobre o transtorno!

homem-concentrando-leitura

O que é o TDAH?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH, é uma condição neurobiológica que atinge de 3% a 7% da população mundial. Caracterizada por uma diminuição da capacidade de atenção e aumento da impulsividade e hiperatividade, estima-se que 60% a 70% das pessoas que tiveram na infância, mantêm o distúrbio na vida adulta.

Pesquisas recentes identificam o TDAH em adultos que mostram comportamentos, como instabilidade nas relações sociais, afetivas e profissionais:

Social

Adultos com TDAH podem apresentar impulsividade na hora de falar; embaraço para pensar e se expressar com clareza. Há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo em sua cabeça, causando uma certa dificuldade de organização de pensamento;

Afetivo

Geralmente possuem relações afetivas instáveis, com alto número de divórcios e separações;

Profissional

Incapacidade de cumprir uma rotina; rendimento abaixo de seu real potencial; descuidos; esquecimentos; adultos com TDAH têm uma maior dificuldade de manter-se em um projeto de longa duração, logo este torna-se desinteressante para ele.

7 características do TDAH em adultos

1. Distração e dificuldade em manter o foco;
2. Desorganização e falta de planejamento;
3. Adiamentos crônicos: com relação a hábitos disfuncionais de adiamento, que se consolidaram ao longo dos anos, em conjunto da dificuldade de enfrentamento somada às distorções cognitivas de autoengano, o famoso “depois eu faço” ou “vai dar tempo”;
4. Agitação física e mental: eventualmente, pode existir um grau de inquietude. Não conseguir ficar parado, principalmente, nas situações menos estimulantes, como palestras ou mesmo na leitura de um livro. Adultos com TDAH também podem adquirir movimentos repetitivos, como “tiques” (batuques, girar coisas, balançar pés ou mãos.);
5. Impulsividade e turbulências emocionais: a impulsividade se manifesta como um desajuste social. Ex: aquela pessoa que não consegue ficar calada na hora certa. Às vezes é vista como a “super sincera“; que faz as coisas sem pensar e instantes depois se arrepende. Também pode ser vista como inconveniente, interrompendo os outros e fazendo comentários desnecessários;
6. Hiperfoco: apresenta-se com uma concentração excessiva, muitas vezes desproporcional à relevância do fato e inadequada diante das circunstâncias.
7. Criatividade à flor da pele: normalmente, pessoas com o transtorno são extremamente criativas e inteligentes. Por sua mente ser ativa, elas estão mais abertas a outras percepções e não se prendem ao comum, sempre testando o novo, o inesperado.

TDAH em adultos e semelhanças com outras síndromes

 Muito cuidado ao tentar diagnosticar um caso de hiperatividade, existem especialistas para isso. Sabe aquela pessoa que que é a “eletricidade com pernas”?  Que parece não parar quieto e você tem quase certeza que ela veio ao mundo correndo uma maratona. Pois bem, isso não quer dizer que ela tenha TDAH.

As semelhanças dos sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade com outras síndromes psicopatológicas dificultam o diagnóstico. Além disso, o TDAH em adultos, na maioria das vezes, vem de uma infância e adolescência caracterizada por dificuldades. Ao ser diagnosticado com o distúrbio, o importante, neste momento, é compreender que as dificuldades evidenciadas pelo transtorno têm tratamento.

Transtorno bipolar: conheça as causas, sintomas e tratamento

Como identificar o TDAH em adultos?

 Uma análise adequada consiste no atendimento com um psicólogo, um neurologista ou um psiquiatra. Escalas de sintomas e testes psicológicos identificam a deficiência cognitiva, quando ela existe, e podem contribuir no diagnóstico.

A avaliação pode ocorrer a partir de relatos de vida do paciente, estes que recordam desde a infância, passando pela juventude e chegando até a rotina adulta. Ansiedade, depressão, transtorno de humor, dificuldades de aprendizagem, são fatores levados em conta no momento da análise.

Conversa com a especialista

A psicóloga Bruna Lemos fez o seguinte comentário sobre os portadores do TDAH:

“Quando os portadores do transtorno buscam os tratamentos disponíveis, é possível que eles visualizem mudanças em suas vidas. Embora ainda não se possa falar em “cura do TDAH”, é possível cuidar dos sintomas de modo criativo. Ressalto às pessoas que juntos construiremos uma história baseada na resiliência, na capacidade de superação e na união de forças, identificando as vantagens de cada indivíduo”.

Métodos de tratamento do TDAH

Por não ser uma doença e sim um transtorno, não há cura, mas existe tratamento. O TDAH em adultos pode ser controlado e ter seus sintomas amenizados. Confira 3 dicas:

1. Agenda/Listas/Organização

Adotar uma agenda é um bom começo. Anotar os compromissos, usar o calendário e listar as atividades do dia ajuda na manutenção da ordem. A organização é amiga e ameniza as consequências do esquecimento e da distração causados pelo transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.

2. Psicoterapia Individual

Procurar um especialista é essencial. A terapia está aí para encontrar os melhores meios de conseguir qualidade de vida do portador e evidenciar que o distúrbio pode ser controlado.

3. Medicamentos

O especialista analisará os sintomas do portador, prescrevendo o melhor método de tratamento, seja com medicamentos ou atividades. Para um diagnóstico adequado, escolha um dos especialistas da Unimed Fortaleza e marque sua consulta.

Conheça os grupos de combate a depressão e ansiedade da Medicina Preventiva

Mais dicas de saúde

Deseja ter mais qualidade de vida? Assine nossa newsletter para ficar sempre por dentro de nossas dicas de saúde e nos acompanhe nas redes sociais!

bruna-lemos-psicologa
Conteúdo aprovado em parceria com a profissional Bruna Camila Mesquita Lemos (CRP 11/06180) | 
Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará – UFC | Especialista em Psicologia e Práticas de Saúde na UNIFOR | Graduada em Psicologia na UNIFOR | Atua como Psicóloga da Medicina Preventiva na Unimed Fortaleza

Rodapé da página.